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Queridos desconhecidos

Quem sabe, algum dia não seja inventada uma maneira de preencher o vazio das saudades sem a presença? Quem sabe se um dia não será criado um jeito de jamais esquecer tudo de bom por que passamos?

Saudade, como já disse, lá no “debut post” é algo bom, pois revela que aproveitamos nosso tempo de maneira que o que passou nos faz falta, ou seja, foi importante de alguma forma.

Ultimamente, tenho pensado em um outro lado, talvez óbvio demais a alguns leitores, de tudo isso. Penso como estão as pessoas que vi uma vez na vida, com quem deixei um sorriso, um aperto de mão, um “obrigado”, meu tempo. O que fazem, neste exato momento, os outros turistas que conheci em minha viagem, na semana passada? Lembram de mim? Foram trabalhar, estudar, correr, se divertir, ou planejar outra viagem? E os locais por onde passei, a areia fofa que se moldou às minhas pegadas? Quantos outros não deixaram sua marca nessa calçada dae areia, e verão o mar apagá-las, guardando para si a recordação daqueles passos? Será que há alguém, agora, tirando fotos dos lugares que me encantaram, sob o mesmo ponto de vista? Ou mesmo tendo a mesma refeição? Será que alguém também valorizará esse período de descoberta e aprendizagem como eu valorizo e acabará registrando suas emoções, tal qual faço agora?

Que fazem aqueles rostos estranhos, outrora tão próximos, em suas casas? Um dia, voltaremos a nos ver? Podem estar comendo, dormindo, cantando, levando o lixo para fora, curtindo uma piscina, andando na areia, ou mesmo escrevendo. Podem estar distantes, mas estamos sob o mesmo céu, e o sol brilha para todos nós.

Há quem diga que existem pessoas que passam tão rápido por nós, em nossas vidas, que são consideradas anjos – especialmente quando nunca mais vistas novamente. Há, claro, quem diga que saudades são demonstrações de fraqueza, e outros que até chorem por ela.

Saudade dói, é verdade. Mas convivamos com ela, e, se assim tiver de ser, reveremos os estranhos que, por um tempo, fizeram mais falta do que muitos conhecidos.

Procure por “Miss You Love”, do Silverchair.

P.s.: Em breve, postagens sobre Natal, a viagem, e outros afins (como este).

Férias :)

Caros leitores, vou viajar hoje e só voltarei dia 31/01.
Provavelmente não postarei nada, já que não estou certo quanto às condições de acesso à internet por lá.
Agradeço os acessos até hoje e espero que aproveitem o tempo sem novos textos para reler os já escritos.

Até mais!

Amar é… (3)

Amar é esperar, e esperar, confiar no futuro. Confiar é se entregar, é baixar a guarda. Baixar a guarda é demonstrar simpatia, afeição. Quem tem afeição demonstra que se agrada, que gosta. Gostar é tornar alguém importante, por admiração. Admirar é perceber o que há de bom. Bondade é uma das manifestações do amor.

Amar é valorizar, se preocupar, cuidar. Cuidar é demonstração de carinho. Carinho só se tem por quem lhe faz bem. Fazer bem é ser a diferença, positivamente. Positivismo é acreditar, independente de qualquer coisa. Acreditar é ter fé, demonstrar força. A maior força de todas é o amor.

Recomendarei Titãs novamente: “Porque Eu Sei Que É Amor”.

Diferenças?

Ao falar em amor, alguns ficam com vergonha, e outros, eufóricos. Isso porque provavelmente “amor” é geralmente entendido como o elo que liga um casal apaixonado, que se quer bem. Não deixa de ser verdade, mas há outra variável bastante importante do amor, que está relacionada com não realizar acepção de pessoas, nem tratá-las de acordo com sua aparência.

Ora, o que ganhamos odiando uns aos outros? É inconcebível verificar tantas segregações humanas, seja de tribos urbanas, de posições políticas, de cores de pele, e quase inúmeras outras. Que coisa ridícula ignorar alguém que não pense como você, que não seja como você. Diga-me, como você acha que as coisas melhoram, evoluem, florescem, crescem?

Se por um acaso você ficasse confinado em um local com pessoas cujas visões sobre tudo fossem senão iguais, muito semelhantes às suas, será que você realmente aprenderia alguma coisa, expandiria sua visão, seria capaz de interpretar o mundo à visão de outros? Será que as diferenças são realmente ruins?

Claro, não é preciso tornar-se um grunge ou esquerdista para compreender os propósitos deles, mas custa dar a si mesmo a chance de parar e pensar? Quem ama entende, aceita e respeita. Você não prefere ser respeitado? Pois é. Se cada um fizer a sua parte…

Recomendo “The Good Left Undone”, da banda Rise Against.

Yes, we can!

Época de ano novo, quando muitos fazem promessas, desejando e pedindo paz, amor, harmonia, felicidade e tudo mais de bom. Só que tem um problema: Não adianta simplesmente pedir a paz, porque ela não cai do céu, nem chega pelo correio; não adianta desejar amor e ignorar quem precisa do seu carinho; não adianta pedir felicidade e nunca se dar por satisfeito com tudo que conquistou; não adianta pedir prosperidade para ser egoísta; de nada vale a saúde se a sua presença não faz a diferença.

Discordo praticamente na totalidade de Mahatma Ghandi, mas certa vez ele disse algo sábio: “Nós temos de ser a mudança que desejamos ver no mundo”. E não faz sentido? Se cada um começasse a ser mais paciente, mais tolerante, generoso, as coisas melhorariam. Não estou falando de utopia, porque creio que a Terra é só um período de aprendizagem, e na perfeição não se aprende mais nada. O que quero dizer é que se cruzarmos os braços e culparmos os outros pelo que queremos mas não temos, só estaremos piorando as coisas. Seja a mudança, como já mencionei, parafraseando Gabriel Pensador.

E daí que ninguém mais fala de amor? E daí que muitos são egoístas? Me diz, e daí?

Recomendo uma música excelente, não só pelo solo de guitarra, mas por sua composição: “Open Your Eyes”, da banda Alter Bridge e, pela data, “New Year’s Day”, do célebre U2.

Abraçar é bom demais!

Abraçar é um dos melhores e mais gostosos gestos que podemos receber – e dar. De amigo ou companheiro(a), é sempre algo praticamente rejuvenescedor, transofmrador, inspirador – ainda mais quando bem apertado. Vi uma vez, num trecho de livro, que os benefícios de um abraço no humor e na auto-estima, entre outros, foram cientificamente provados pelo pessoal da UCLA (Uma universidade famosa, da Califórnia). Não é pra menos. Ou vai dizer que não gosta?

Não é à toa que em julho temos o dia do abraço, e que aquela “Free Hugs Campaign” fez tanto sucesso no YouTube. Abraçar é algo que nos une, nos dá força, e até vontade  de sorrir. Gostamos de abraços quando choramos, seja de felicidade ou alegria, quando ficamos pra baixo, quando estamos com frio ou com quem gostamos.

Nunca deixe de dar aquele abraço. Não deixe alguém com frio lá dentro.

A música que recomendo foi trilha sonora do primeiro vídeo da campanha que citei: “All the same”, da banda sick Puppies.

Por quê?

Por que (mais) defensores dos direitos humanos aparecem para defender os bandidos e não as vítimas? Por que as pessoas preferm adotar um animal a uma criança? Por que se um nordestino relaciona um paulista(no) pejorativamente não é considerado crime, mas falar qualquer coisa da Bahia, por exemplo, é sentença certa? Por que se um negro chamar um branco de “branquelo”, por exemplo, o senso comum não leva a crer que é racismo? Por que falar mal e fazer piada de ricos não tem os mesmos efeitos do que quando as mesmas coisas são dirigidas a pobres? Por que é certo entupir as classe média e alta de impostos, mas é errado questionar as vontades de aprender e crescer das classes inferiores – que aliás, tem quase de tudo gratuitamente?

Somos todos iguais perante a Deus? Sim. E perante a lei?

Ouça “Até Quando?”, da banda Oficina G3.

Tem muita coisa que acontece cujos propósitos permanecem desconhecidos por anos. Talvez nem tudo deva ser explicado; certas coisas apenas são aceitas, como formação do ser humano que há em cada um de nós. Nem sempre damos nosso melhor, mas com certeza somos importantes ou memoráveis para várias pessoas – algumas, aliás, talvez nem nos venham à memória sem esforço.

Quem sabe como será o último dia, o último fôlego, o último sorriso, ou quem lhe dará um último beijo? Talvez só um suicida se aproxime da resposta certa – o que é bastante ruim. Experiência única e comum a todos (obviamente), a vida reserva momentos que não são passíveis de interpretação, pessoas incomparáveis, e acontecimentos que podem mudar totalmente o curso dos seus planos. É raro prevermos algo ruim, uma vez que naturalmente contamos com o melhor que pode acontecer com nós mesmos, e por isso tantos inocentes nos deixam tão cedo, ou repentinamente.

Cada um tem uma vida pessoal, a qual não diz respeito a ninguém “não autorizado”. Não sabemos o que fica guardado em baús; sequer sabemos quantos baús guardados pessoas próximas têm. Pode ser que nos tornemos  vítimas das circunstâncias, ou cúmplices do destino, em acontecimentos  que jamais desejaríamos que acontecessem – apesar de naturais.

Nem tudo acaba aqui, é o que inúmeras filosofias e religiões dizem. Quem sabe da verdade? Quem pode nos dizer o que é vindouro, se tudo que todos temos é apenas cada segundo, um simples e pequeno tempo presente, sob as névoas do futuro? Viver é isso. É aproveitar a vida, vivê-la com certa ordem, e igual alegria, pois a cada segundo, entregamo-nos ao desconhecido.

…Quando morto estiver meu corpo,
Evitem os inúteis disfarces,
Os disfarces com que os vivos,
Só por piedade consigo
Procuram apagar no Morto
O grande castigo da Morte…
” (Pedro Nava)

Ninguém pode fugir ao amor e à morte” (Públio Siro)

O sentido da vida consiste no seguinte: em que não há sentido algum em dizer que a vida não tem sentido.” (Niels Bohr)

“Epitáfio”, dos Titãs é uma pedida pertinente.

Luz

Existe luz no fim do túnel, mas o problema é que às vezes, ele é tão longo que você se habitua ao escuro.

Banda clássica: The Who. Recomendo a faixa “The Kids Are Alright”.

Piorar

Quando você acha que tudo está mal, não abaixe a guarda: Nada é tão ruim que não possa piorar. Realmente, desistir não é opção. E nunca deixe de dar 200% de si, senão, o mundo cai sobre a sua cabeça.

“Gives you Hell”, do The All-American Rejects.

Odisseia de domingo

Hoje, mesmo cansado, inaugurarei uma nova seção aqui no blog: “Relatos”. Contarei alguma coisa da qual me lembro, ou de algum acontecimento recente.

E esse meu fim de semana (ontem, 28, e hoje, 29), parecia mais uma simples repetição do que eu me acostumei a ver: Um sábado tranquilo dando lugar lentamente ao domingo, que chega preguiçoso. Mais ou menos como as ondas tocando a areia do mar. No domingo (hoje), eu tinha na agenda e na mente apenas uma coisa: O vestibular da PUC/SP, que eu optei por prestar em Campinas.

Mas… Tudo começou ontem. Meu pai passou aqui em casa, e eu, ele e minha irmã fomos jantar e, depois, à casa dele, que é em uma cidade próxima. Até aí, tudo normal. Já o domingo…

Meu pai tinha um jogo no clube da cidade dele (futebol amador, passatempo de cinquentão), ao qual até tive um fio de esperança de que ele não fosse, mas me acordou cedo, o que não me deixou muito contente, porque eu queria estar bem descansado para a prova, que começaria às 14h e terminaria às 19h.

Arrumamo-nos rapidamente e fomos, vendo as ruas da cidadezinha todas molhadas, apesar de não estar caindo gota alguma do céu. Logo, descobrimos que havia chovido pela noite, o que poderia adiar o evento esportivo do meu pai. Pensei comigo, “parece que o dia começou melhor que o esperado”.

Enfim, meu pai acabou ficando pra conversar com alguns “colegas”, e, na volta, passamos no supermercado. Chegamos em casa lá pelas dez e meia. Resolvemos que almoçaríamos em Campinas mesmo, e portanto, teríamos de sair da casa do meu pai no máximo às onze e meia. E aí começa o drama.

Às onze e meia, estávamos saindo da garagem, para pegar a estrada. Eu com os mapinhas que havia imprimido do Google Maps, e meu pai com a teimosia de não dar crédito à tecnologia. Logo na entrada da cidade, algo errado aconteceu e saímos da, praticamente reta, rota que deveríamos tomar.

(Só para situar o leitor: Em Campinas, há três campi da PUC/Campinas, e a minha prova, apesar de ser da PUC, referia-se à unidade de São Paulo, e portanto seria realizada no prédio da Unip, uma universidade do interior paulista – esse prédio, aliás, não é próximo a nenhum dos campi da PUC/Campinas.)

Como havíamos percebido qe estávamos fora da rota, porque as ruas e avenidas pelas quais andávamos não estavam em nenhum dos três mapas, começamos a ficar tensos. Bateu meio-dia, em uma igreja próxima. Eu sabia que os portões abririam-se às 13h e seriam fechados às 13h45. Não gostei muito de estar perdido faltando uma hora para o começo da prova, muito menos sem almoço.

Pedimos informações sobre a PUC/Campinas, na maior ingenuidade, confundindo-a com a Unip. Resultado? Fomos parar no lugar certo, de acordo com as indicações, mas não aonde eu deveria estar. Aliás, não chegamos lá, porque a minha suuuper astúcia me fez ler a inscrição.

Era vinte para a uma hora, e estávamos conversando com um casal desconhecido, em uma calçada (próxima a outra igreja), que nos deu a alegre informação de que o lugar onde eu precisava ir estava do outro lado da cidade, praticamente. E eu não havia almoçado.

Vimos uma plaquinha capenga de um restaurante self-service, que também seriva comida chinesa. Aliás, o lugar era a cara de um filme do Jackie Chan ou do Jet Li: Com cara de velho, silencioso, pessoas muito estranhas, e uma garotinha oriental no caixa. A comida de lá era horrível, mas comi um pouco. Pegamos o carro e fomos seguir as orientações do casal de que falei há pouco.

Seguimos as orientações, e, apesar do trânsito, tudo parecia estar indo às mil maravilhas, até que… Isso, nos ferramos. A avenida que nos daria acesso direto ao local estava interditada: Suas QUATRO faixas estavam bloqueadas, devido a buracos que uns tratores estavam fazendo ns pistas. Eu cheguei a descer do carro, em meio ao congestionamento e com o farol fechado,  para perguntar para o guarda de trânsito se ele poderia nos liberar para passar, porque estávamos perdidos, e blá blá blá. Não adiantou, ele não cedeu. Daí para a frente, meu pai, que é um car amuito paciente, falou todos os palavrões já inventados. Acredite.

No caminho, encontramos uma mulher que não sabia o que significava “fila dupla”, muito menos educação. Meu pai retribuiu a educação dela, com sobras, mas… Deixa isso pra lá.

Enfim,quando finalmente vimos o endereço da rua onde seria feita a prova, já eram 13h25. Estava muito nervoso, e achando que não daria tempo. Finalmente, para alívio geral, após mais dois pedidos de informação, uma placa onde lia-se: “Unip”, com uma seta à direita. Entramos na direita, apesar de haver as opções de irmos à esquerda ou seguirmos em frente.

Adivinhe só… Erramos! E sabe por quê? Porque a placa estava entortada, acredite ou não! Ficamos ainda mais tensos, pois tivemos de dar a volta no quarteirão, e pegamos um farol vermelho, que ainda não sei se queimamos ou não. Finalmente, voltamos ao lugar da “trifurcação”, e seguimos em frente, quando olhei para trás e olhei bem a placa torta: O caminho certo era à esquerda. Meu pai fez uma conversão no meio da pista (não vinha ninguém, calma… Ele também não é um Vin Diesel, né?), e voltou a tempo de pegar a entrada na esquerda.

Aí, chegamos no local, com um estacionamento bem grandinho. Entramos, e era algum horário entre 13h35 e 13h40. Meu pai gritou, “corre!”, bem como todos os outros pais que vinham subindo a rampa de acesso – que parecia não ter fim. Desci correndo, e cheguei inteiro na sala, com a sola do tênis meio sujinha, antes de outros quatro candidatos. Tudo bem, fiz a prova, e saí era umas 18h30 – antes do fim do jogo entre Corinthians x Flamengo, que, sei lá porquê, estava sendo realizado no estádio do Guarani. Conseguimos escapar, após pedirmos três vezes por informação.

Contudo, em meio ao nervosismo, não tomei água nem fui ao banheiro, atpe então. Já era mais de sete horas, e eu realmente precisava fazer o “número 1″. Paramos em um posto à beria da estrada, e eu fui ao banheiro. Novamente, um cenário de filme. Enorme, o posto estava silencioso. Parecia sorveteria em dia de inverno com chuva e vento. O banheiro, lógico, era no final do prédio – arrisco dizer que estava a uns 100m de distãncia da porta. Chegando no banheiro, a porta grande e o azulejo branco, sujo, me lembrou muito os filmes da franquia Jogos Mortais. A semelhança ficou mais evidente com o labirinto que me levou ao sagrado mictório. Lavei a mão, mas… claro, não havia papel. Fomos embora, e uma meia hora depois, estava em casa.

Contudo, minha irmã foi com meu pai e minha mãe ao hospital, porque dois dedos do pé direito dela estavam inchados, e ela precisava tirar radiografias. Ela me ligou há cerca de uma hora, e ainda não voltou. Considerando que chegamos aqui às oito e meia, mais ou menos, deve ter alguém muito quebrado lá na ortopedia.

Atualização do dia 30: No fim das contas, ela teve uma leve fratura num dedo do pé, e agora, meio pé dela está enfaixado.

Recomendo “Through the fire and flames”, da banda Dragonforce.

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